5 de jan de 2016

Buchas, colchões, telexfrias e Nipponflex

Camarada chega na sua casa indicado por alguém lhe conhece e começa a falar das maravilhas de uma vida saudável e milionária.

Quem não ficar curioso que atire a primeira pratada de miojo no teclado.

Qual é o produto a ser comercializado?

Isso não é o mais importante, tem toda uma palestra antes e muita informação.


É como se cada informação elevasse ao quadrado o preço do produto final.

Em tempos de TelexFree, Boo-Box e afins, nem todo mundo entra facilmente nesse tipo de coisa, ou algo parecido como aqueles vendedores de livros que ninguém lê que com papo de baixar avião conseguem vender  produtos que a pessoa jamais compraria em uma situação normal.

Eles saem da sua casa com o lucro garantido e você fica com as prestações.

Mas custo-benefício é coisa relativa, é de cada um, o que deixa até difícil diferenciar se o que aconteceu foi a inocência do comprador ou a genialidade do vendedor.

Buchas, colchões, telexfrias e Nipponflex

Realmente alguns vendedores de porta-a-porta têm um poder de persuasão que em um certo momento fazem você pensar que não dá pra viver sem aquele produto.

Mas sempre dá.

Negócios inacreditáveis são fechados assim diariamente e o profissional da venda não pode desanimar com um não de vez em quando.

É admirável como ele transformam às vezes uma BUCHA num produto caro, raro, inédito, imperdível.

Aí você já fechou.

Aí é pagar.

E se for marketing multinível, daqueles que você compra um produto caro na esperança de vender 10 depois para sair do prejuízo você fica ainda mais preso aquilo, pois precisa convencer outros a comprar.

Mas é uma venda legal, como no caso do colchão, não há nada de errado.

Somente o tempero do palavreado e do convencimento  - e às vezes limão.

Vai um colchão de vinte mil aí?

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